Cultivo da Royal Dwarf: diário semanal
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Principais conclusões
- A Royal Dwarf completou todo o ciclo de cultivo em cerca de 9 semanas desde a germinação.
- As plantas atingiram alturas finais de 52 cm e 57 cm, mantendo-se dentro do intervalo indoor oficial de 40–70 cm para esta variedade.
- Duas plantas produziram um total de 130 g de flores secas, com uma média de 65 g por planta.
- Os principais desafios ao longo do ciclo foram o calor do verão, o excesso de fertilização e as oscilações de humidade durante a fase final da floração.
Índice:
- Relatório de cultivo semanal da royal dwarf: lista de equipamento
- Fase de plântula: semana 1
- Guia de cultivo da royal dwarf: fase vegetativa (semanas 2–3)
- Fase de floração: semanas 4–9
- Diário de cultivo da royal dwarf: colheita e pesos secos
- Atributos genéticos da royal dwarf
- Características de crescimento da royal dwarf
- Efeitos, aroma e sabor da royal dwarf
Escolhi a Royal Dwarf para o meu primeiro cultivo porque queria algo compacto, rápido e fácil de gerir. Desde o início, tinha em mente um microcultivo, e a Royal Dwarf pareceu uma escolha natural. Mantém-se pequena, floresce automaticamente e tem influência sativa suficiente para corresponder ao que costumo procurar.
Este diário de cultivo da Royal Dwarf acompanha duas plantas desde a semente até à colheita. Ambas cresceram no mesmo setup, mas uma manteve-se sempre mais pequena. A maioria dos diários de cultivo da Royal Dwarf segue uma só planta; eu acompanhei as duas ao mesmo tempo e anotei as diferenças quando realmente importavam.
Os maiores desafios foram o calor de verão, um período de sobrealimentação e as oscilações de humidade já no fim da floração. Na altura da colheita, tinham atingido 52 cm e 57 cm e produziram 130 g secos no total.
Relatório de cultivo semanal da Royal Dwarf: lista de equipamento
Montei este cultivo com base num setup compacto que deu às plantas espaço para se desenvolverem sem deixar de ser fácil de controlar.
- Caixa de cultivo: Secret Jardin DS120W, 120 x 60 x 178 cm
- Luz: MIGRO 200+ LED, 174 W
- Extração: Blauberg Turbo-E 100
- Circulação de ar: 2 ventoinhas oscilantes Monkey Fan de 20 W
- Substrato: BioBizz Light-Mix
- Vasos: AirPots de 12,5 l
- Origem das sementes: Royal Queen Seeds
- Nutrição: ATAMI NRG Root-C e nutrientes BioBizz
A MIGRO 200+ funcionou 24 horas por dia durante toda a fase vegetativa, e só passei para um ciclo de 20/4 quando as plantas mostraram as primeiras flores.
Royal Dwarf
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Skunk x Ruderalis |
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150 - 200 gr/m2 |
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40 - 70 cm |
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45 - 50 dias |
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Até 13% |
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Sativa 35% Indica 35% Ruderalis 30% |
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30 - 80 gr/plant |
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50 - 90 cm |
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Criativa, Motivadora |
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Baixo |
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65 a 70 dias após brotar |
Fase de plântula: semana 1


Semeei ambas as sementes diretamente nos AirPots finais de 12,5 l, depois de humedecer bem o substrato, a cerca de 3 cm de profundidade, para evitar transplantes mais tarde. A planta maior rompeu o solo ao fim de 4 dias, e a mais pequena ao fim de 5.
Na primeira rega, adicionei 2 ml de ATAMI NRG Root-C. Mais tarde, introduzi 2 ml de Bio-Heaven, 2 ml de Acti-Vera e 3 ml de Root-C. Cada planta recebia cerca de 0,4 l a cada 3–4 dias.
Comecei com a lâmpada a 35 cm acima da copa e mantive-a aí até ao fim da segunda semana. No dia 8, a planta mais pequena tinha 4 cm e a maior 6 cm, a temperatura na tenda andava pelos 28 °C durante o dia e 26 °C à noite, a humidade mantinha-se perto dos 60% e a solução nutritiva entrou com pH 6,3.
O calor de verão foi o principal desafio nesta fase inicial. As temperaturas exteriores empurravam a tenda para perto dos 30 °C, por isso grande parte do arranque do cultivo passou por manter as condições controladas sem corrigir em excesso. Garrafas de água congelada dentro da caixa ajudavam, regra geral, a manter a temperatura diurna mais perto dos 28 °C.
Apesar do calor, ambas as plântulas pareciam saudáveis, com um crescimento compacto e estável, exatamente aquilo que esperava da Royal Dwarf.
Guia de cultivo da Royal Dwarf: fase vegetativa (semanas 2–3)
A Royal Dwarf avança depressa durante a fase vegetativa, por isso estas duas semanas foram sobretudo uma questão de ajustar a rega ao aumento da procura e, ao mesmo tempo, manter a nutrição sob controlo.
Semana 2


A segunda semana trouxe mais uma luta com a temperatura. No exterior, os valores mantiveram-se acima dos 30 °C, o que dificultou manter a caixa de cultivo abaixo dos 29 °C, por isso as garrafas congeladas continuaram em rotação.
A rega manteve-se a cada 3–4 dias, mas aumentei a quantidade para cerca de 0,6 l por planta. Na primeira rega da semana, adicionei 4 ml de ATAMI Root-C e depois continuei com o plano da BioBizz.
No final da segunda semana, a Royal Dwarf mais pequena media 12 cm e a maior 15 cm.
Também reparei numa pequena marca amarela numa folha da planta maior. Como não havia mais nada de errado, decidi não fazer mudanças bruscas.
Semana 3


A terceira semana trouxe o primeiro grande surto de crescimento. Passei 5 dias fora e, quando voltei, a Royal Dwarf maior tinha disparado de forma bem visível.
As duas plantas chegaram aos 26 cm e 36 cm no final da semana. Com tanto crescimento em altura em apenas sete dias, subi a lâmpada de 35 cm para 40 cm acima da copa.
Enquanto estive fora, também receberam nutrição a mais, e começaram a aparecer manchas verde-escuras e castanhas em algumas folhas. Em vez de adicionar mais produtos, simplifiquei a rega seguinte para apenas Alga-A-Mic, mantendo o pH nos 6,3.
Nesta altura, a necessidade de água estava a aumentar rapidamente. Estava a regar sensivelmente a cada 2 dias, com cerca de 1 l por planta de cada vez.
As plantas também começavam a mostrar os primeiros sinais de floração, por isso preparei-me para mudar a iluminação de 24 horas ligadas para um ciclo de 20 horas ligadas e 4 horas desligadas. Também tinha planeado uma limpeza ligeira da folhagem mais baixa.
Fase de floração: semanas 4–9
A partir da quarta semana, o foco deixou de estar na formação da estrutura e passou para a gestão do crescimento em altura, da floração e da maturação.
Semana 4


A primeira semana de floração começou com a minha primeira desfolha ligeira e a mudança para um ciclo de luz 20/4.
Depois do excesso de nutrição da semana anterior, reduzi a alimentação. Em regas alternadas, usei sobretudo água com 2 ml/l de Acti-Vera, e recorri ao BioBizz pH- para manter a água de rega dentro do intervalo certo.
No final da semana, já precisavam de rega sensivelmente dia sim, dia não.
A Royal Dwarf mais pequena chegou aos 32 cm, enquanto a planta maior atingiu 44 cm.
Estive fora durante grande parte desta semana, por isso a minha mulher tratou dos cuidados de rotina. Apesar do problema anterior com a alimentação, ambas as plantas cresceram bem.
Semana 5


Quando voltei da viagem, as duas plantas de Royal Dwarf tinham ocupado muito mais espaço na tenda do que eu esperava. Estavam claramente em floração e a ganhar altura rapidamente. A lâmpada ficou a 40 cm daqui até à colheita; mesmo no pico do crescimento em altura, nunca chegaram perto o suficiente para ser preciso mexer nela.
A planta mais pequena chegou aos 49 cm, enquanto a maior mediu 55 cm.
Continuei a regar dia sim, dia não, e a fertilizar em regas alternadas. Entre fertilizações, dei 2 ml/l de Acti-Vera e continuei a ajustar o pH.
O ciclo 20/4 também ajudou com o calor. Colocar o período de 4 horas de escuridão na parte mais quente do dia manteve a temperatura da tenda por volta dos 28 °C, sem necessidade de garrafas congeladas.
No final da semana, fiz uma segunda desfolha com a ajuda de um amigo mais experiente, mantendo tudo leve e focado em abrir a estrutura, em vez de retirar demasiado de uma só vez.
Semana 6


Na sexta semana, o crescimento em altura tinha praticamente parado.
A Royal Dwarf mais pequena chegou aos 50,5 cm, enquanto a planta maior se manteve nos 55 cm. A partir daqui, a maior parte do desenvolvimento visível aconteceu nas flores, e não no crescimento vertical.
A rega estabilizou em cerca de cada 2–3 dias, com aproximadamente 1,3 l por planta. Cada terceira rega consistia apenas em água com o pH ajustado, sem nutrientes.
As flores inferiores estavam a desenvolver-se mais devagar do que as do topo, mas, no geral, ambas as plantas tinham um aspeto saudável. As noites também começaram a arrefecer, descendo dos 26 °C para cerca de 22 °C, e a solução nutritiva acompanhou essa descida, ficando por volta dos 20 °C. Depois dos problemas com o calor e a alimentação no início do cultivo, esta foi uma das semanas mais estáveis.
Semana 7


A planta mais pequena media 51 cm e a maior subiu ligeiramente até aos 56 cm, por isso o crescimento vertical estava praticamente terminado.
As flores tinham-se tornado visivelmente mais densas, mais firmes e mais pegajosas, e o aroma dentro da tenda estava muito mais intenso. Até alguns dos ramos mais baixos estavam a desenvolver-se melhor do que eu esperava.
A necessidade de água começou a descer, por isso reduzi a rega para cerca de uma vez a cada 3 dias. Os nutrientes continuaram a ser adicionados em regas alternadas.
Semana 8


Na oitava semana, as plantas de Royal Dwarf já tinham entrado claramente na fase final da floração.
Estive fora outra vez, por isso a minha mulher e um amigo trataram do cultivo. Os ramos começaram a ceder com o peso das flores, por isso o meu amigo prendeu alguns para lhes dar suporte e retirou algumas folhas mais velhas.
A rega tinha abrandado para aproximadamente uma vez a cada 4 dias.
A humidade tornou-se mais variável durante este período, oscilando entre cerca de 50% e 60%, consoante o tempo no exterior. Com flores densas em desenvolvimento, mantive as duas ventoinhas oscilantes a trabalhar para garantir a circulação de ar dentro da tenda.
Esta foi a última semana em que usei nutrientes BioBizz; a partir daqui, foi apenas água com o pH ajustado.
Semana 9


Quando voltei, ambas as plantas pareciam muito próximas da colheita. Tinha comprado um pequeno microscópio para poder verificar os tricomas, em vez de me guiar apenas pelo calendário.
A altura final ficou nos 52 cm para a Royal Dwarf mais pequena e 57 cm para a planta maior.
A humidade tinha descido para cerca de 55%, ainda assim mais alta do que eu preferia nesta fase tardia da floração, por isso a circulação de ar continuou a ser uma prioridade.
Depois de observar as flores ao microscópio, estimei que a colheita estava a menos de 48 horas.
Diário de cultivo da Royal Dwarf: colheita e pesos secos
Quando ambas as plantas pareceram prontas, colhi-as e preparei um espaço de secagem separado.
Não pude usar a caixa de cultivo porque outra planta ainda estava a terminar, por isso improvisei pequenas caixas de secagem em cartão e mantive as flores no escuro dentro delas.
A secagem durou 6 dias. Depois da manicura, a planta mais pequena produziu 60 g e a maior 70 g, perfazendo um total de 130 g, ou uma média de 65 g por planta.
O objetivo inicial era ficar por volta dos 50 g por planta, por isso o resultado deixou-me mais do que satisfeito.
Atributos genéticos da Royal Dwarf
A Royal Dwarf descende de Skunk x Ruderalis e contém 35 % de genética sativa, 35 % de indica e 30 % de ruderalis.
A influência da Skunk contribui com grande parte do aroma característico e do perfil geral de crescimento, enquanto a ruderalis fornece o traço autoflorescente e ajuda a manter a planta compacta.
A RQS descreve a Royal Dwarf como uma autoflorescente que atinge cerca de 40–70 cm em interior e 50–90 cm no exterior, com uma fase de floração de 45–50 dias e colheita normalmente 65–70 dias após a germinação. As minhas plantas ficaram prontas um pouco antes disso, com as flores maduras ao fim de cerca de seis semanas de floração.
As duas plantas terminaram dentro do intervalo esperado de altura para interior.
| Origem genética | Skunk x Ruderalis |
| Tipo | Sativa 35 % Indica 35 % Ruderalis 30 % |
| THC | Até 13 % |
| CBD | Baixo |
| Produção (Interior) | 150–200 g/m² |
| Produção (Exterior) | 30–80 g/planta |
| Altura (Interior) | 40–70 cm |
| Altura (Exterior) | 50–90 cm |
| Tempo de floração | 45–50 dias |
| Colheita | 65–70 dias após a germinação |
| Clima | Verões longos |
| Efeito | Criativo, motivador |
| Sabor | Terroso, Skunk |
| Origem genética | Skunk x Ruderalis |
| Tipo | Sativa 35 % Indica 35 % Ruderalis 30 % |
| THC | Até 13 % |
| CBD | Baixo |
| Produção (Interior) | 150–200 g/m² |
| Produção (Exterior) | 30–80 g/planta |
| Altura (Interior) | 40–70 cm |
| Altura (Exterior) | 50–90 cm |
| Tempo de floração | 45–50 dias |
| Colheita | 65–70 dias após a germinação |
| Clima | Verões longos |
| Efeito | Criativo, motivador |
| Sabor | Terroso, Skunk |
Características de crescimento da Royal Dwarf
A Royal Dwarf desenvolveu-se como uma autoflorescente compacta e fácil de gerir, exatamente o que procurava neste cultivo.
Apesar do crescimento em altura no início da floração, ambas as plantas terminaram com apenas 52–57 cm, confortavelmente dentro do intervalo oficial de 40–70 cm em interior. Nenhuma delas chegou perto de ultrapassar o espaço disponível.
As plantas também se revelaram surpreendentemente robustas para o tamanho que têm. Na fase final da floração, alguns ramos precisaram de apoio à medida que as flores ganharam peso, mas a estrutura geral manteve-se fácil de gerir do princípio ao fim.
A necessidade de água mudou de forma evidente ao longo do ciclo. Passei de regar a cada 3–4 dias no início para cada 2 dias durante a fase de crescimento mais forte e depois voltei às regas a cada 3–4 dias à medida que a colheita se aproximava. Os volumes seguiram a mesma tendência, passando de 0,4 l por planta na primeira semana para um pico de 1,4 l na quinta semana, antes de descerem novamente para cerca de 0,8 l na altura da colheita.
Os principais desafios foram o calor do verão, um período de excesso de fertilização na terceira semana e as variações de humidade na fase final da floração. Assim que reconheci as manchas escuras e castanhas causadas por excesso de nutrientes, simplificar a rega seguinte funcionou melhor do que tentar corrigir o problema adicionando mais produtos.
No geral, a Royal Dwarf manteve-se compacta, recuperou bem dos poucos problemas que surgiram e continuou fácil de gerir ao longo de todo o cultivo.
Efeitos, aroma e sabor da Royal Dwarf
O perfil de sabor oficial da Royal Dwarf centra-se em notas terrosas e Skunk, enquanto o seu efeito é descrito como criativo e motivador.
Durante a fase final da floração, as plantas tornaram-se bastante mais intensas no aroma à medida que as flores amadureciam e a produção de resina aumentava. Na tenda desenvolveram-se aromas Skunk e gasosos, embora as flores secas tenham acabado por seguir uma direção ligeiramente diferente. Para mim, a nota que mais se destacou foi o pinho, com um sabor geral mais leve do que esperava.
A Royal Dwarf atinge até 13 % de THC e contém níveis baixos de CBD. Para mim, as flores finais adequaram-se bem ao consumo durante o dia, que era exatamente o que procurava quando escolhi esta variedade.
Essa diferença entre o perfil de sabor oficial e as flores que colhi também mostra que o fenótipo, as condições de cultivo, o momento da colheita e a secagem podem influenciar o perfil aromático final.
Para o meu primeiro cultivo completo, a Royal Dwarf deu-me muito para aprender sem se tornar difícil de gerir. Apesar do calor, do excesso de fertilização e das variações tardias de humidade, ambas as plantas mantiveram-se compactas e chegaram à colheita em boas condições. Terminei com uma compreensão muito melhor da rega e do controlo ambiental, além de muitas lições úteis para levar para o próximo cultivo.
