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By Luke Sumpter


O desenvolvimento global do mercado da canábis trouxe aos pacientes com as mais variadas doenças o acesso com menos restrição ao seu uso medicinal. Até mesmo países que proíbem a erva permitem que pacientes com esclerose múltipla acessem a canábis medicinal de alguma forma. Com isso em mente, qual a dinâmica entre a planta e a esclerose múltipla? E com relação ao CBD e a EM? Abaixo, discutimos se a canábis pode ajudar a controlar os sintomas dessa condição autoimune.

O Que É Esclerose Múltipla?

A esclerose múltipla é uma condição incurável que impacta o sistema nervoso central. Como é uma doença autoimune, é causada por um mau funcionamento do sistema imunológico. Confiamos nesse componente de nossa fisiologia para nos defender de ameaças externas como vírus e bactérias. Porém, às vezes nossas células imunológicas falham em reconhecer as células do corpo como "delas mesmas" e começam a tratá-las como invasores microscópicos.

No caso da EM, as células imunológicas atacam um componente das células nervosas chamado de bainha da mielina. Feita de gorduras e proteínas, essa substância isolante se forma ao redor das fibras nervosas e ajuda na condução de impulsos elétricos. Esses sinais, ou potenciais de ação, são usados para carregar uma série de processos fisiológicos, incluindo contração muscular e liberação de neurotransmissores.

À medida que o sistema imunológico ataca as bainhas de mielina, a transmissão do sistema nervoso começa a sofrer. Problemas de comunicação surgem, impedindo que o cérebro transmita mensagens corretas para o resto do corpo. Esse ataque pode chegar ao ponto de causar danos permanentes ás fibras nervosas. Eventualmente, cicatrizes começam a se formar onde a mielina tenta se curar.

Tipos de Esclerose Múltipla

Há duas maneiras principais da EM iniciar. Cerca de 8 a cada 10 pacientes de EM são diagnosticados com EM recorrente-remitente. Essa forma de doença é caracterizada por períodos de sintomas piorados, ou relapsos. Esses episódios podem durar de vários dias a vários meses.

Porém, os sintomas sempre melhorar um pouco quando os episódios cessam - um período conhecido como remissão. Essas janelas de tempo entre os ataques podem também durar um longo período, até mesmo vários anos. Cerca de 50% dos pacientes com EM recorrente-remitente sofrem com uma EM secundária progressiva dentro de 15-20 anos de seu diagnóstico inicial. Essa forma de condição piora gradualmente ao longo do tempo sem o padrão de relapso e remissão.

Apenas 1 de cada 10 pacientes com EM sofrem com EM primária progressiva. Essa forma de esclerose possui sintomas que pioram ao longo de vários anos de maneira linear, sem os altos e baixos do relapso e da remissão.

Tipos de Esclerose Múltipla

Causas da Esclerose Múltipla

A causa exata da EM permanece desconhecida. Embora considerada uma doença auto-imune, os cientistas ainda não descobriram exatamente o que faz o sistema imunológico começar a atacar as bainhas de mielina. Porém, alguns fatores de risco contribuem para uma probabilidade maior de desenvolver a doença. Alguns fatores são:

  • Idade: As pessoas podem sentir o surgimento da EM em quase qualquer idade, mas ela afeta principalmente pessoas com idade entre 20-40 anos.
  • Sexo: Mulheres possuem três vezes mais chances de terem EM recorrente-remitente.
  • Histórico familiar: Pessoas possuem muito mais chances de desenvolver a EM se possuem um pai ou irmão com a condição.
  • Raça: Pessoas oriundas do norte da Europa possuem maior risco de desenvolver EM do que asiáticos, africanos e nativo-americanos.
  • Níveis de vitamina D: Níveis reduzidos de vitamina D devido a baixa exposição à luz solar podem aumentar o risco de desenvolver EM.
  • Infecções: Alguns patógenos virais, incluindo vírus Epstein-Barr, estão associados ao desenvolvimento da EM.

Sintomas da Esclerose Múltipla

A degradação da mielina pode causar uma série de sintomas. Os sintomas mais comuns de EM incluem:

Torpor Fraqueza
Sensação de choques elétricos Espasmos
Tremores Maneira de andar instável
Perda completa ou parcial de visão Fala arrastada
Fadiga Tontura
Disfunção do intestino e bexiga

Tratamentos Atuais para Esclerose Múltipla

Não existe cura atualmente para a EM, mas há vários tratamentos disponíveis para sintomas individuais da doença. Os principais tratamentos para os sintomas incluem:

  • Dores musculares: Elas são enfrentadas com analgésicos e fisioterapia.
  • Problemas emocionais: Alguns pacientes respondem bem a terapias cognitivo-comportamentais; outros requerem antidepressivos.
  • Dores no nervo: Medicamentos como gabapentina ajudam a manter as dores nervosas sob controle.
  • Problemas de mobilidade: Exercícios, fisioterapia, cadeira-de-rodas e elevador de escada ajudam com os problemas de mobilidade.
  • Espasmos: Modalidades de fisioterapia como alongamento podem aliviar os espasmos; remédios como clonazepam e gabapentina são frequentemente prescritos também.

Canábis Medicinal e os Sintomas de Esclerose Múltipla

A EM certamente vem com uma lista longa de sintomas. Então onde exatamente a canábis medicinal se encaixa? Antes de explorarmos as pesquisas sobre canábis e simtomas de EM, é bom saber como a canábis funciona no corpo.

Um Pouco Sobre o Sistema Endocanabinoide

Assim como possuímos um sistema nervoso e um sistema cardiovascular, também temos um sistema endocanabinoide (SE). Assim como nossos outros sistemas fisiológicos, o SE tem um papel fundamental na forma como nossos corpos operam. Enquanto o sistema pulmonar nos ajuda a respirar e o sistema nervoso nos mantém operando, o SE ajuda a manter o estado chamado de homeostase (equilíbrio biológico). De forma simples, ele ajuda os outros sistemas a operarem da maneira mais equilibrada.

Pesquisadores descobriram componentes do SE em todo o corpo, do sistema nervoso até a pele e ossos. Eles ajudam a completar uma longa lista de funções, desde regular o disparo de neurotransmissores até a construção de tecido ósseo. Os componentes principais desse sistema vital incluem uma série de receptores canabinoides, moléculas sinalizadoras (endocanabinoides) e enzimas que criam e destroem essas moléculas sinalizadoras.

O interessante sobre a canábis? A erva contém uma família de químicos chamados de canabinoides. Essas moléculas interagem com o SE e o modulam em variados graus, influenciando os mais importantes sistemas corporais.

Um Pouco Sobre o Sistema Endocanabinoide

Acontece que o SE frequentemente possui um papel nas doenças. Quando esse sistema é perturbado, causa uma mudança na homeostase que algumas vezes se manifesta em doenças. Por exemplo, pesquisadores descobriram que algumas pessoas diagnosticadas com EM têm um SE desregulado.

Uma pesquisa conduzida na Università Tor Vergata na Itália mediu níveis de endocanabinoides[1] em 26 pacientes com EM, 25 controles saudáveis e ratos que serviram como modelo pré-clínico de EM. Os resultados indicaram que pacientes com EM relapsa tinham níveis maiores de anandamida (um dos principais endocanabinoides) em amostras de fluido cerebrospinal e linfócitos periféricos (células imunológicas). Os pesquisadores também encontraram níveis elevados de anandamida nos ratos, levando a concluir que a EM é associada com alterações significativas no SE.

Porém, mais testes em humanos são necessários para descobrir como exatamente o SE poderia ajudar a encontrar as raízes da EM. No momento, a maioria dos estudos focou em saber se a canábis poderia aliviar alguns dos sintomas dessa doença.

  • Canábis e Espasticidade

A espasticidade causa sensações de rigidez nos pacientes de EM, e pode dificultar a movimentação. O sintoma diminui a qualidade de vida e geralmente acompanha dores e fraquezas. Estudos em progresso estão explorando o potencial da canábis de reduzir a espasticidade, e portanto aumentar a qualidade de vida dos pacientes com EM.

Um estudo randomizado com controle de placebo conduzido em 2012 testou a canábis fumada contra placebo[2] em pacientes com espasticidade resistente a tratamento. Estudos futuros esperam repetir essas descobertas positivas e chegar mais próximos do entendimento de como a erva poderia ajudar a controlar esse sintoma.

O potencial da maconha para espasmos musculares e espasticidade levou muitos governos ao redor do mundo a legalizar remédios com base em canábis para esse propósito. Por exemplo, o governo do Reino Unido disponibilizou o spray oral Sativex (nabiximols) para pacientes com espasticidade severa e moderada. O preparo contém quantidades iguais de THC e CBD. Embora não funcione em todos os pacientes, a Sociedade de EM relatou que o Satifex tem um efeito positivo na maioria dos pacientes[3].

  • Canábis e a dor

Os humanos usaram a canábis para dores por milhares de anos. Provavelmente não será surpresa saber que o SE tem um papel fundamental na sinalização da dor. Pacientes com dores crônicas relatam como o THC pode ajudar a aliviar o desconforto e aumentar a qualidade de vida. Mas e o que falam as pesq uisas?

Uma revisão publicada no jornal Frontiers in Pharmacology examina estudos passados que analisaram os efeitos analgésicos da erva[4]. Os autores declaram que o mecanismo de ação envolve canabinoides interagindo com a liberação de neurotransmissores a partir dos nervos, e que meta-análises de estudos críticos demonstram evidência da canábis nos casos de dores crônicas. Estudos futuros de alta qualidade são necessários para determinar os efeitos analgésicos de diferentes canabinoides em pacientes com EM.

Canábis e a dor
  • Canábis e Controle da Bexiga

À medida que a EM progride, o sistema imunológico pode danificar partes do cérebro e da medula espinhal responsáveis por controlar a bexiga. Conhecida como incontinência urinária, essa falta de controle pode causar urgência e frequência de usar o toalete. Interessantemente, os pesquisadores estão explorando o papel da canábis no controle da bexiga[5] em pacientes com EM. Muitos canabinoides estão se mostrando promissores nessa área, incluindo o CBG[6] (canabigerol)

  • CBD e Mobilidade

A essa altura quem ainda não ouviu falar do CBD (canabidiol)? Esse canabinoide não-psicotrópico ganhou fama graças aos seus efeitos relaxantes e sem afetar a mente. Essa molécula tem um mecanismo de ação bem diferente do THC. Mas como sua presença no Sativex sugere, o óleo CBD e a esclerose múltipla poderiam ser uma boa dupla.

Uma revisão publicada no jornal Frontiers in Neurology analisa as evidências disponíveis e a ação do CBD na mobilidade[7], fadiga, inflamação, depressão e espasticidade. Os autores também olharam como a canábis pode ajudar alguns pacientes a reduzir o uso de remédios farmacêuticos. É claro, essa pesquisa em andamento oferece insights interessantes, mas de forma alguma oferece descobertas conclusivas sobre a eficácia do CBD.

A Diferença Entre Canábis Medicinal e o Sativex

Embora alguns países permitam que pacientes com EM acessem o Sativex, eles continuam proibidos de acessar flores, extratos e outros preparos de canábis. Mas isso realmente importa? Provavelmente sim.

O Sativex oferece uma proporção exata de 1:1 de THC e CBD. Essa mistura parece funcionar para alguns pacientes, mas a canábis oferece muito mais do que esses dois canabinoides. A erva também produz mais de 100 outros canabinoides e 200 terpenos. Assim como produzem seus efeitos próprios, esses compostos podem sinergizar com o THC e o CBD para melhores resultados. A pesquisa ainda está no começo, mas provavelmente, mas provavelmente veremos extratos customizados e quimovares cultivados especialmente para pacientes de EM em algum momento no futuro.

THC vs CBD para Esclerose Múltipla

Ambos os componentes demonstram serem promissores em estudos em andamento. O THC produz um efeito psicotrópico que alguns pacientes não gostam. Porém, outros valorizam essa qualidade e a consideram benéfica para seu estado mental.

No geral, o THC e o CBD possuem efeitos muito diferentes no SE. O THC se conecta diretamente aos receptores principais, enquanto o CBD impacta nossos níveis de endocanabinoides e se conecta com outros receptores que os pesquisadores classificam como uma parte do "sistema endocanabinoide expandido". A canábis e seus componentes afetam as pessoas de maneiras diferentes. Embora muitos pacientes de EM estejam limitados aos remédios à base de canábis prescritos, alguns podem descobrir que preferem um canabinoide em detrimento do outro se puderem experimentar.

Como Usar a Canábis Medicinal para Esclerose Múltipla

Há muitas maneiras distintas de usar a canábis; trata-se de uma escolha pessoal e, novamente, de acesso. Cheque as mais comuns abaixo:

Fumar

Fumar canábis introduz os canabinoides e terpenos quase diretamente à corrente sanguínea para efeitos rápidos. Porém, também expõe o usuário à carcinógenos perigosos.

Vaporização

A vaporização possui a mesma velocidade que a fumaça. Porém, esses aparelhos usam temperaturas menores e expõe o usuário a menos toxinas.

Canábis oral

Comer canábis envia os canabinoides através do trato gastro-intestinal. Isso causa efeitos mais longos. O THC se converte em 11-hidroxi-THC no fígado, o que causa efeitos psicotrópicos mais potentes. O CBD pode também ser tomado via oral; muitas pessoas usam o óleo de CBD para espasticidade muscular e outros sintomas de EM.

Sublingual

Esse método envolve colocar óleos e extratos diretamente sob a língua. Aqui, os canabinoides são absorvidos pela corrente sanguínea rapidamente, resultando em surgimento rápido dos efeitos.

Quais São os Riscos de Usar Canábis Medicinal para Esclerose Múltipla?

Embora a canábis possua um perfil de segurança relativamente bom, ela também possui alguns efeitos colaterais. Veja os efeitos colaterais dos dois canabinoides mais comuns abaixo.

THC
Aumento da frequência cardíaca Boca seca
Ansiedade Memória prejudicada
Tempo de reação reduzido Pânico
Exacerbação de doenças mentais
CBD
Mudanças no apetite Diarreia
Perda de peso Fadiga 
Interação com medicamentos

À medida em que as pesquisas continuam a descobrir o papel da canábis e seus componentes no tratamento da EM, os pacientes provavelmente terão acesso a produtos customizados e diretrizes de dosagens que tornarão o uso da canábis medicinal o mais seguro possível.

É claro, se tiver quaisquer dúvidas sobre o uso medicinal da canábis para EM, sempre discuta com seu médico antes.

External Resources:
  1. The endocannabinoid system is dysregulated in multiple sclerosis and in experimental autoimmune encephalomyelitis - PubMed https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  2. Smoked cannabis for spasticity in multiple sclerosis: a randomized, placebo-controlled trial https://www.ncbi.nlm.nih.gov
  3. Sativex (nabiximols) | Multiple Sclerosis Society UK https://www.mssociety.org.uk
  4. Frontiers | Cannabinoids and Pain: New Insights From Old Molecules | Pharmacology https://www.frontiersin.org
  5. The effect of cannabis on urge incontinence in patients with multiple sclerosis: a multicentre, randomised placebo-controlled trial (CAMS-LUTS) - PubMed https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  6. Effect of Non-psychotropic Plant-derived Cannabinoids on Bladder Contractility: Focus on Cannabigerol - PubMed https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
  7. Cannabidiol to Improve Mobility in People with Multiple Sclerosis https://www.ncbi.nlm.nih.gov
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